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Podcast

IA nas emergências

Referências:

  • Podcast: ExpertCast (Episódio 69 – Partes 1 e 2)

  • Apresentador: Dr. Gustavo Meirelles (Vice-presidente médico da Afya)

  • Entrevistados: Dra. Leila Suemi (Coordenadora Médica de Informática Assistencial do HC-FMUSP) e Dr. Roger Daglius Dias (Professor da Harvard Medical School e Líder de IA Médica no Mass General).

Introdução:

As filas intermináveis nas emergências e a superlotação hospitalar são pesadelos constantes para qualquer gestor de saúde. Mas e se a triagem começasse antes mesmo do paciente sair de casa? No episódio 69 do ExpertCast, o Dr. Gustavo Meirelles recebe dois gigantes da inovação em saúde: Dra. Leila Suemi, do HC-FMUSP, e Dr. Roger Daglius Dias, da Harvard Medical School. Eles discutem como a Inteligência Artificial e novos modelos assistenciais não são apenas “tendências futuristas”, mas soluções urgentes para a sustentabilidade financeira e operacional de clínicas e hospitais. Para radiologistas e gestores, entender esse movimento é vital: a modernização que chega à porta da emergência é a mesma que já transforma o centro de diagnóstico por imagem.

Destaques:

Uma perspectiva crucial abordada por Roger Dias é que a inovação não deve ser medida apenas pela sofisticação do algoritmo, mas pela sua capacidade de resolver problemas reais do fluxo de trabalho. Ele destaca que, para cada novo “clique” adicionado por uma tecnologia, dois deveriam ser removidos para garantir a adesão médica. Isso ressoa profundamente com a gestão de centros de imagem: de nada adianta ter um equipamento de ressonância magnética de última geração se o fluxo de laudo é travado. A integração de soluções, como a telerradiologia, segue essa mesma lógica, removendo barreiras físicas e acelerando a entrega do resultado.

Dra. Leila Suemi traz um insight valioso sobre a implementação segura de IA. No Hospital das Clínicas, a estratégia foi utilizar a inteligência artificial inicialmente na auditoria das classificações de risco, estruturando os dados antes de colocá-la na “porta de entrada”. Esse cuidado com a qualidade dos dados é um paralelo perfeito para o setor de diagnóstico por imagem: a precisão de um algoritmo de IA em tomografia ou raio-X depende diretamente da qualidade e organização dos exames anteriores. A segurança do paciente deve sempre preceder a automação total.

O conceito de “Hospital em Casa” (Hospital at Home), discutido na segunda parte, revela uma oportunidade de negócio gigantesca. Tratar pacientes agudos no conforto do lar, com monitoramento remoto, reduz drasticamente os custos de internação e melhora a experiência do paciente.

Por fim, a discussão sobre o “Salto do Sapo” (Leapfrog) sugere que o Brasil tem a chance de pular etapas tecnológicas obsoletas e ir direto para soluções digitais avançadas, como apps e IA, superando até modelos tradicionais dos EUA. Isso é um chamado para que clínicas de radiologia não invistam em legados ultrapassados, mas abracem inovações que tragam eficiência operacional imediata, como plataformas de gestão em nuvem e sistemas interoperáveis que conectam toda a jornada do paciente.

Aplicação prática (como aplicar isso na sua clínica amanhã):

  • Auditoria como primeiro passo: Antes de automatizar tudo com IA, use a tecnologia para auditar seus processos atuais (como o tempo de entrega de laudos ou a classificação de exames). Garanta que seus dados estão limpos.

  • Foco na usabilidade (Regra do -2 Cliques): Ao contratar um novo software ou PACS, pergunte: “Isso facilita ou complica a vida do meu médico?”. Se a ferramenta exige mais cliques do que economiza tempo, a adesão será baixa.

  • Integração de serviços remotos: Avalie onde a telerradiologia pode atuar como seu “braço virtual”, cobrindo plantões, subespecialidades ou picos de demanda.

O Radar de Referências (Dicas e Ferramentas):

  • 📚 Livro/Leitura: Livro médico de 1555 (Autor alemão não citado, tradução de Hipócrates) – Recomendação de Roger Dias pela fascinação com a história da medicina pré-tecnológica.

  • ✈️ Viagem/Cultura: Museu do Cirurgião (Surgeons’ Hall Museums) em Edimburgo, Escócia – Recomendado por Roger para entender a evolução da ciência médica.

  • ✈️ Viagem/Cultura: Alasca – Destino de viagem dos sonhos citado pela Dra. Leila.

  • 🛠️ Ferramentas/Tech: Streaming de Vídeo – Citado por Leila como inovação predileta para consumo de conteúdo.

  • 🧘 Saúde/Bem-estar: Corrida de 5km e Desconexão Digital – Práticas citadas pelos convidados para manutenção da saúde mental e física.

Conclusão:

A inovação na saúde, seja na emergência ou na radiologia, converge para um único ponto: resolver problemas reais com eficiência e humanização. A Telepacs entende que a tecnologia — seja a IA na triagem ou o laudo à distância na radiologia — é o meio, não o fim. O futuro pertence às clínicas que, assim como o “Hospital em Casa”, souberem levar a excelência diagnóstica para onde o paciente estiver, rompendo as barreiras físicas com inteligência e segurança.

Abaixa a primeira parte do podcast.

Gustavo Pedreira

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Gustavo Pedreira

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