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Prontuário eletrônico unificado no Brasil

Referência:

Título: Jornada Digital | Estratégia nacional: como viabilizar um prontuário eletrônico unificado no Brasil

Fonte/Veículo: Canal YouTube Anahp

Data de Publicação: 06 de novembro de 2025

Participantes: Ana Estela Haddad, Caio Soares, Marcia Ogawa, Valeria Pinheiro e Eduardo Cordioli.

Resumo: RNDS e o Futuro da Interoperabilidade na Saúde

O recente debate promovido pela Anahp sobre a estratégia nacional de saúde digital trouxe luz a um tema que redefine a medicina conectada no Brasil: a viabilização de um prontuário eletrônico unificado. Especialistas da Secretaria de Saúde Digital (SEIDIGI) apresentaram a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) não como um “software único” que substituirá os sistemas dos hospitais, mas como uma infraestrutura de interoperabilidade — uma espécie de “Pix da saúde”. Essa analogia, trazida por Marcia Ogawa (InovaHC), esclarece que, assim como diferentes bancos conversam entre si, hospitais públicos e privados continuarão usando seus próprios sistemas de gestão (front-end), mas compartilharão dados críticos através desta via unificada (back-end).

Essa evolução estrutural é um divisor de águas para a telerradiologia e o diagnóstico por imagem. Em um cenário onde a interoperabilidade é a regra, a capacidade de integrar laudos a distância e imagens diretamente ao histórico clínico do paciente torna-se vital. A RNDS permitirá que um exame laudado remotamente esteja acessível instantaneamente em qualquer ponto da rede de atenção, eliminando silos de informação.

É neste contexto que a expertise em Integração de Sistemas se destaca como um diferencial competitivo. A discussão reforçou que a conexão fluida entre ambientes complexos (RIS, PACS e HIS) não é apenas técnica, mas estratégica para a continuidade do cuidado.

Além da infraestrutura, o debate abordou a qualidade do dado como pilar para o futuro. Valeria Pinheiro (Einstein) pontuou que a padronização das informações na RNDS é o combustível necessário para aplicações avançadas de Inteligência Artificial (IA). Para o setor de imagem, isso significa que a estruturação correta dos dados hoje é o que viabilizará os diagnósticos preditivos de amanhã, consolidando a saúde digital como uma ferramenta de precisão e eficiência.


Q&A: Perguntas e Respostas sobre o Tema

1. O governo vai obrigar todos os hospitais a usarem um único software de prontuário?

R: Não. A proposta da RNDS não é impor um software único, mas sim criar uma infraestrutura de dados unificada (interoperabilidade). Cada hospital ou clínica continuará usando seu próprio sistema de prontuário ou gestão, mas esses sistemas deverão “falar a mesma língua” para enviar e receber dados essenciais do histórico do paciente através da rede nacional.

2. Qual a relação entre a unificação de dados e a Inteligência Artificial na saúde?

R: A Inteligência Artificial precisa de grandes volumes de dados padronizados e de qualidade para “aprender” e funcionar corretamente. Com a unificação proposta pela RNDS, cria-se uma base de dados estruturada e diversificada que permitirá o desenvolvimento de algoritmos de IA mais precisos e seguros para apoio ao diagnóstico e decisão clínica.

Gustavo Pedreira

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Gustavo Pedreira

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