As Santas Casas de Misericórdia são instituições filantrópicas que desempenham um papel fundamental na prestação de serviços de saúde no Brasil, permitindo um maior acesso da população aos serviços públicos assistenciais.
Segundo a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), elas são responsáveis por mais de 50% dos atendimentos ambulatoriais e internações hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), representando um importante pilar no acesso populacional à saúde.
O SUS foi criado em 1988 junto com a Constituição Federal para garantir que todos os cidadãos brasileiros tivessem acesso gratuito aos serviços de saúde de baixa à alta complexidade.
Porém, por não possuir a estrutura necessária para esse fim, a constituição autorizava, também, a contratação de serviços privados de saúde para complementar a rede de atendimento – devendo-se priorizar as entidades filantrópicas, o que inclui as Santas Casas de Misericórdia.
Essas entidades têm sua origem no Brasil ainda por volta do século XVI, quando grupos de jesuítas criaram as Santas Casas seguindo o modelo hospitalar de Portugal para atender as pessoas mais vulneráveis. Porém, devido à escassez de profissionais da saúde no período colonial, os atendimentos eram realizados prioritariamente pelos religiosos, que buscavam oferecer conforto e cura aos doentes. Por longos períodos, as Santas Casas eram o único acesso dos brasileiros à assistência em saúde.
Dessa forma, pode-se afirmar que as Santas Casas de Misericórdia têm, em sua essência, o objetivo de ajudar os mais carentes, e que nas últimas décadas desempenharam um papel fundamental no acesso da população brasileira aos mais diversos serviços de saúde.
As Santas Casas foram – e continuam sendo – responsáveis por uma parcela significativa dos atendimentos em saúde aos mais carentes e das internações e procedimentos de alta complexidade do SUS.
Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 2023 as Santas Casas de Misericórdia eram responsáveis por 40% das internações de média complexidade em território nacional e por 61% das internações de alta complexidade do SUS.
São dados que certificam o impacto desses serviços principalmente para cidadãos que são acometidos por doenças crônicas que demandam atenção médica altamente especializada e para aqueles que necessitam de atendimento imediato em situações de emergência e risco à vida.
Outros dados divulgados pelo Ministério da Saúde acerca dessas instituições filantrópicas e seus impactos são:
Em Minas Gerais, as Santas Casas de Misericórdia desempenham um papel essencial na assistência à saúde da população, garantindo que aqueles sem condições de contratar e investir em serviços privados de saúde tenham acesso a um atendimento humanizado, gratuito e altamente especializado nas mais diversas áreas médicas.
Isso é exemplificado pelos dados da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), segundo a qual, a população mineira é assistida por um total de 315 instituições que prestam serviço ao SUS, incluindo hospitais públicos, fundações e Santas Casas de Misericórdia tanto na capital do estado quanto em cidades do interior.
A telerradiologia é uma área da medicina que permite que médicos especializados atuem remotamente fornecendo assistência e suporte aos hospitais e clínicas que trabalham com exames de imagem diversos, como tomografia computadorizada, radiografia, ressonância magnética e outros. Assim, ao optar pela telerradiologia, as Santas Casas de Misericórdia conseguem dar vazão à alta demanda que chega via SUS, garantindo boa qualidade de serviço à população e menores custos para o serviço.
Ou seja, a telerradiologia pode ajudar as Santas Casas de Misericórdia ao oferecer:
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