As Doenças Cardiovasculares (DCV) continuam sendo a principal causa de mortalidade no Brasil. Diante desse cenário, a Atenção Primária à Saúde — representada pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) — desempenha um papel crucial no diagnóstico precoce e no rastreamento de agravos como hipertensão, arritmias e cardiopatias isquêmicas.
No entanto, dados do Censo das UBS, realizado pelo Ministério da Saúde, ligaram um alerta: a maioria dos postos de saúde do país não possui estrutura para realizar exames diagnósticos essenciais. A disparidade entre a demanda da população e a capacidade revela um gargalo quando o assunto é eletrocardiogramas no Brasil.
O levantamento nacional traçou um diagnóstico detalhado das condições físicas e operacionais da Atenção Primária no Brasil. Com isso, ficaram expostos desafios estruturais crônicos que afetam diretamente o atendimento ao cidadão.
Os números da atenção primária no Brasil ilustram o problema:
A baixa oferta de exames gráficos na atenção primária gera um efeito cascata em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS):
Oferecer um exame de eletrocardiograma no Brasil com a estrutura tradicional envolve desafios que vão além da aquisição do equipamento. Segundo apontou o Censo das UBS, três gargalos principais travam a expansão do serviço:
Grande parte das unidades de saúde brasileiras não dispõe de espaço físico adequado para criar salas de exames isoladas. Além disso, sofrem com instabilidade de energia e falta de cabeamento estruturado.
A fixação de médicos especialistas é um dos maiores desafios do SUS, especialmente em municípios do interior, periferias e regiões de difícil acesso. Manter um cardiologista presencial em cada UBS para laudagem de exames é inviável financeira e operacionalmente.
Comprar eletrocardiógrafos convencionais gera altos custos de manutenção, insumos e calibração. Sem uma escala contínua de exames, o investimento se torna ineficiente para o orçamento municipal.
Não é possível resolver todos os problemas relatados no Censos das UBS com uma única solução. Contudo, para o caso dos eletrocardiogramas no Brasil, a telecardiologia tem se tornado uma resposta eficiente, acessível e sustentável para a escassez de infraestrutura física e de especialistas.
A dinâmica operacional da telecardiologia conecta a ponta da assistência à medicina especializada:
No caso da Telepacs, é possível contratar a telecardiologia na modalidade de comodato, na qual a empresa fornece o aparelho para a clínica ou hospital. O custo é diluído no serviço de laudos, mediante acordo de volumetria mínima.
A realidade revelada pelo Censo das UBS exige respostas rápidas e liga um alerta, não apenas para a gestão pública, mas para todos que trabalham na gestão em saúde. Transformar a cobertura de exames diagnósticos na atenção primária não requer a construção de novos complexos hospitalares, mas sim a integração de tecnologia acessível aos pontos de atendimento já existentes.
A adoção do laudo a distância em cardiologia elimina distâncias geográficas, reduz a sobrecarga da rede de urgência e garante que o cidadão receba um diagnóstico preciso no momento em que mais precisa.
Entre os diversos problemas que a saúde pública enfrenta, a modernização, através da telecardiologia, é a aliada ideal para vencer alguns dos desafios para os próximos anos.
O Outubro Rosa é uma das campanhas de saúde mais importantes do mundo. O movimento…
A tecnologia está mudando rapidamente a forma como hospitais, clínicas e profissionais de saúde trabalham.…
Em um país que registra mais de 400 mil infartos por ano na sua população,…
Em um ambiente hospitalar, decisões clínicas precisam acontecer com rapidez e segurança. Em muitos casos,…
A gestão de serviços de radiologia em clínicas, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)…
Captação, Conversão e Retenção de Pacientes na Era Digital: Estratégias de Multicanalidade, Orquestração da Jornada…
Este site usa cookies e serviços de terceiros. Ao clicar em "ACEITAR" você confirma que está de acordo com nossa Política de Privacidade