Sumário:

Para hospitais que buscam ou mantêm acreditações como ONA, PADI, JCI e Qmentum, a pergunta dos auditores está mudando – e isso impacta a telerradiologia. A quesão é cada vez menos “o que está descrito no protocolo?” e cada vez mais “onde estão as evidências?”. Por isso, a acreditação deixou de ser apenas um selo de qualidade e passou a ser uma estratégia de gestão, segurança e sustentabilidade institucional.

Nesse sentido, a telerradiologia também amadureceu. Definitivamente, ela não pode mais operar como um serviço isolado de apoio diagnóstico. Ao invés disso, precisa se integrar à governança clínica, com rastreabilidade, auditoria estruturada e mecanismos claros de melhoria contínua. É exatamente nesse ponto que a Telepacs se posiciona como parceira estratégica.

Entendendo a sopa de letrinhas

Antes de falarmos sobre evidências, é fundamental alinhar o objetivo de cada selo.

  • ONA (Organização Nacional de Acreditação): Avalia a qualidade e a segurança da assistência no setor de saúde como um todo. Seu foco principal é a jornada do paciente e a gestão de riscos e processos organizacionais.
  • PADI (Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem): Desenvolvido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), é uma certificação específica que atesta a qualificação técnica, a proteção radiológica e a qualidade intrínseca dos exames e laudos.
  • JCI (Joint Commission International): É o padrão ouro global em segurança do paciente. A JCI é extremamente rigorosa quanto às Metas Internacionais de Segurança, exigindo, por exemplo, protocolos infalíveis de comunicação de resultados críticos e identificação correta do paciente em todas as etapas do exame.
  • Qmentum (Acreditação Canadense): Foco em governança clínica e alta performance. Este modelo valoriza a continuidade do cuidado e a redução de variabilidade nos processos. Não basta ter um radiologista; é preciso provar que existe um sistema de monitoramento contínuo da qualidade desses profissionais.

Embora tenham focos distintos, ambas convergem para um requisito inegociável: a necessidade de processos auditáveis e rastreáveis.

A rastreabilidade como exigência central dos auditores

Auditorias da ONA, PADI, JCI e Qmentum exigem comprovação objetiva dos processos. Em radiologia, isso significa responder com clareza a perguntas cruciais:

  • Quem acessou o exame?
  • Quem laudou e em que momento exato?
  • Houve revisão do laudo?
  • Como os achados críticos foram comunicados à equipe assistencial?
  • É possível auditar as decisões clínicas retrospectivamente?

Planilhas manuais, registros paralelos ou controles informais não sustentam esse nível de exigência. A rastreabilidade precisa ser nativa no sistema.

O ciclo do laudo como eixo da conformidade

O laudo radiológico é, ao mesmo tempo, parte integrante do prontuário do paciente. Por isso, ele está no centro das exigências de acreditação. Desde a entrada do exame até a entrega final, cada etapa precisa ser controlada, registrada e auditável.

A Telepacs estrutura todo o ciclo do laudo de forma integrada, oferecendo:

  • Recebimento seguro: Integração direta do exame via PACS.
  • Controle de acesso: Rastreio rigoroso de quem visualizou as imagens.
  • Assinatura digital: Garantia de autenticidade na emissão do laudo.
  • Registro para auditoria: Histórico permanente de todas as ações.

Peer Review: o coração da governança clínica

Entre os requisitos mais sensíveis das certificações está a avaliação sistemática da qualidade assistencial. Em radiologia, isso se materializa por meio do Peer Review (Revisão por Pares), ou auditoria de laudos.

Na Telepacs, o Peer Review não é uma revisão informal. Trata-se de um processo estruturado e documentado que permite:

  1. Avaliar a qualidade diagnóstica de forma contínua.
  2. Identificar oportunidades de melhoria técnica.
  3. Padronizar condutas médicas.
  4. Demonstrar aos auditores que o hospital possui um controle de qualidade ativo.

Gestão de achados críticos e segurança do paciente

A comunicação de achados críticos é um requisito explícito de segurança do paciente. A Telepacs automatiza esse processo através de um Protocolo de Achado Crítico:

  • O achado crítico gera um alerta imediato no sistema.
  • A notificação é registrada com data, hora e destinatário.
  • O sistema mantém a evidência de que a comunicação ocorreu.

Esse registro é essencial tanto para auditorias quanto para a gestão de risco clínico, comprovando que o hospital agiu rapidamente diante de uma emergência.

Relatórios prontos para auditoria

A preparação para auditorias costuma consumir tempo precioso das equipes. Por isso, a Telepacs reduz esse esforço fornecendo relatórios estruturados, que apresentam:

  • Produção detalhada por profissional.
  • Taxas de revisão e resultados de Peer Review.
  • Tempos médio de laudo (TAT – Turnaround Time).
  • Indicadores de comunicação de achados críticos.

Desta forma, os dados já estão organizados, consolidados e prontos para apresentação ao auditor, transformando a auditoria de um momento de tensão em uma oportunidade de demonstrar excelência.

Garanta a sua certificação!

A acreditação ONA, PADI, JCI e Qmentum não se improvisa. Ou seja, ela exige processos vivos, tecnologia adequada e rastreabilidade total.

Ao estruturar o ciclo do laudo com Peer Review, auditoria clínica, controle de acesso e evidências automatizadas, a Telepacs transforma a telerradiologia em um pilar da governança clínica do seu hospital.

Quer preparar sua instituição para auditorias com mais segurança e menos esforço? Fale com a Telepacs e conheça nossa solução!

Perguntas Frequentes

As auditorias em hospitais que buscam certificações como ONA, PADI, JCI e Qmentum estão cada vez mais exigentes quanto às evidências reais dos processos realizados. Em vez de apenas verificar se existe um protocolo, os auditores querem provas claras e rastreáveis de cada etapa da jornada do exame radiológico. Isso impacta diretamente a telerradiologia, que precisa ser integrada à governança clínica hospitalar, com mecanismos que permitam auditoria, rastreabilidade e melhoria contínua. A integração desses processos garante qualidade, segurança e sustentabilidade institucional.
Ter rastreabilidade nativa significa que todas as ações realizadas dentro do sistema de telerradiologia, como acesso aos exames, laudos emitidos, revisões feitas e comunicações de achados críticos, ficam automaticamente registradas. Isso permite que todas as etapas do processo sejam auditáveis, sem depender de controles manuais ou planilhas paralelas, atendendo as exigências dos principais selos de acreditação hospitalar.
A Telepacs estrutura todo o ciclo do laudo radiológico de forma integrada, garantindo recebimento seguro dos exames, controle de acesso rigoroso, assinatura digital dos laudos e um histórico permanente para auditorias. Além disso, oferece relatórios prontos para apresentação aos auditores e um processo de Peer Review estruturado, assegurando que todas as etapas estejam alinhadas às exigências das certificações nacionais e internacionais.
O Peer Review, ou revisão por pares, é essencial nos processos de acreditação, pois promove uma auditoria contínua da qualidade dos laudos radiológicos. Esse processo estruturado ajuda a identificar oportunidades de melhoria, padronizar condutas e comprovar aos auditores que existe um controle ativo de qualidade assistencial, elemento fundamental nas exigências de selos como ONA, PADI, JCI e Qmentum.
Na Telepacs, a comunicação de achados críticos é automatizada por um protocolo próprio, que gera alertas imediatos, notifica os destinatários com data e hora e mantém registros acessíveis. Isso garante que toda comunicação urgente seja documentada e auditável, comprovando rapidez na resposta às emergências e alinhamento com as exigências de segurança do paciente nas certificações hospitalares.