Sumário:
Novas Diretrizes dos EUA para Controle do Colesterol: O Que Mudou?
A Associação Americana do Coração (AHA) e o Colégio Americano de Cardiologia (ACC) atualizaram recentemente suas diretrizes médicas voltadas para o controle do colesterol e a prevenção de doenças cardiovasculares, como a aterosclerose. As novas orientações trazem inovações essenciais no diagnóstico precoce e fazem um alerta contundente sobre o uso de suplementos.
Para manter você atualizado com as melhores práticas em saúde, separamos as principais novidades do documento:
1. Prevenção e rastreio na infância
A aterosclerose é uma condição que pode se iniciar cedo. Por isso, a nova diretriz dá grande enfoque à identificação precoce, recomendando o rastreio de colesterol em crianças entre 9 e 11 anos. A medida visa intervir precocemente, sobretudo em casos de hipercolesterolemia familiar.
2. PREVENT: Nova ferramenta de risco cardiovascular
As entidades norte-americanas adotaram a PREVENT, uma nova calculadora que estima o risco de doenças cardiovasculares em até 30 anos — superando as estimativas anteriores, que cobriam apenas 10 anos. Além disso, a ferramenta agora cruza novos fatores de risco, como:
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Excesso de peso e obesidade;
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Doença renal crônica;
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Risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca.
3. Exames mais específicos no diagnóstico
O acompanhamento do risco cardiovascular ficou mais refinado. As diretrizes passam a recomendar a medição da Lipoproteína(a) pelo menos uma vez na vida. Outro marcador de atenção é a Apolipoproteína B (ApoB), que pode ser utilizada como meta extra no tratamento para garantir a proteção adequada do coração, alinhando-se com as atuais recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
4. Alerta máximo: Suplementos alimentares vs. Medicamentos
Um dos destaques mais críticos do documento é a contraindicação da substituição de medicamentos tradicionais por suplementos alimentares (como o óleo de peixe).
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Especialistas alertam que suplementos não possuem validação clínica robusta para diminuir o risco cardiovascular.
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A troca de remédios com eficácia comprovada por suplementos pode aumentar o risco de infartos e AVCs. O ômega-3, por exemplo, é conhecido por elevar o LDL (o “colesterol ruim”).
A atualização reforça a importância de priorizar a medicina baseada em evidências sólidas, garantindo a segurança e o melhor desfecho clínico para os pacientes.
Título original: Sociedades de cardiologia dos EUA atualizam diretrizes para controle do colesterol; veja novidades
Data da publicação: 17/03/2026
Veiculo de comunicação: Estadão
























