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Tecnologia

nCOMMAND LITE: o que é e qual sua relevância

O nCommand Lite é uma tecnologia que permite monitorar e comandar remotamente os equipamentos de exames por imagem, principalmente a Ressonância Magnética (RM) e a Tomografia Computadorizada (TC).

Ou seja, por ser uma solução de cuidado médico à distância, o nCommand Lite otimiza tempo e recursos dos profissionais e dos serviços de saúde, proporcionando maior eficiência operacional a todos os envolvidos.

Porém, embora os mais pragmáticos não creiam que essa tecnologia vai crescer, os dados de mercado apontam para o lado oposto, principalmente porque o acesso do cidadão a serviços de saúde de qualidade é cada vez mais limitado. Isso ocorre tanto pelo alto custo das consultas, exames e tratamentos quanto pela dificuldade de localizar profissionais altamente capacitados em localidades mais distantes.

Ou seja, a transformação digital na área da saúde é cada vez mais urgente, demandando esforços de órgãos e serviços públicos e privados para evitar o colapso do setor e complicações irreparáveis à vida do cidadão.

Relevância do nCommand Lite para o futuro da radiologia

Quando se fala em futuro da radiologia pensa-se, automaticamente, em tecnologias e avanços que aumentem a qualidade dos exames, a eficiência operacional e o acesso da população aos melhores profissionais do mercado, que estão tradicionalmente localizados em grandes centros.

Prova disso é que a telerradiologia é uma atividade já reconhecida e regulamentada no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o que faz com que soluções de comando remoto – como o nCommand Lite – tenham uma presença significativa e crescente no mercado brasileiro.

Vale citar, também, que em alguns países, como nos Estados Unidos, a falta de profissionais de radiologia é cada vez maior, até mesmo nos grandes centros, demandando tecnologias e soluções criativas para lidar com esse problema.

É nesse cenário que o nCommand Lite se destaca como uma ferramenta de grande relevância para o futuro da radiologia, que será cada vez mais focado na segurança do paciente e do operador, bem como na qualidade do serviço.

Por que os cuidados remotos tendem a crescer?

Um dos principais fatores que colaboram para essa tendência no Brasil é, de fato, a concentração de profissionais de radiologia em grandes centros, dificultando o acesso de pacientes mais remotos a médicos de qualidade.

O estudo “O Perfil do Médico Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Brasil”, de 2019, mostra que 53,5% dos radiologistas atuam na Região Sudeste, enquanto as Regiões Norte e Nordeste enfrentam escassez cada vez maior desse profissional.

Outras soluções para o mercado de radiologia

Como visto, o setor de saúde enfrenta problemas reais e que tendem a se amplificar nos próximos anos, demandando a criação de soluções inovadoras e tecnológicas.

Nesse sentido, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já vem estudando a criação e implementação do “Open Health” como base da transformação digital da saúde.

Esse seria um sistema de dados inspirado no modelo “Open Banking” que revolucionou a forma como o consumidor lida com suas finanças e serviços bancários.

O objetivo do Open Health é centralizar os dados de prontuário do paciente em um único sistema para integrar informações relevantes ao cuidado da saúde, reduzir gastos desnecessários com exames redundantes e facilitar a portabilidade dos planos de saúde.

Dessa forma, será possível integrar os dados obtidos via teleoperaçção – através de soluções como o nCommand Lite – ao prontuário do paciente, permitindo que médicos de qualquer lugar do Brasil acessem as imagens e laudos emitidos.

Ou seja, a transparência de dados facilita a tomada de decisões pela equipe médica e promove uma abordagem mais eficaz na gestão da saúde, impulsionando o crescimento dos serviços e soluções voltados aos cuidados remotos.

Gustavo Pedreira

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