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A transformação digital trouxe grandes avanços para a medicina. Atualmente, exames de imagem recebem análises por meio do diagnóstico a distância, prontuários são acessados digitalmente e hospitais trabalham com sistemas cada vez mais integrados. No entanto, esse avanço tecnológico também trouxe um novo desafio: a proteção de dados sensíveis dos pacientes – assunto que também importa para a telerradiologia.

Nesse cenário, a cibersegurança na saúde deixou de ser apenas uma preocupação do setor de TI e passou a ser uma questão estratégica para clínicas e hospitais. Com o crescimento da digitalização e da telerradiologia, proteger dados médicos tornou-se essencial para garantir segurança institucional, continuidade da operação e a confiança dos pacientes.

Além disso, segundo relatório Top 10 Strategic Technology Trends for 2026, da Gartner, o modelo tradicional de segurança digital — baseado em reagir a ataques — não é mais efetivo. Agora, está sendo substituído por uma abordagem muito mais preventiva.

Por que a área da saúde é um alvo frequente de ataques cibernéticos?

De acordo com um relatório da Kaspersky, em 2024 as empresas/instituições da área da saúde no Brasil receberam cerca de 44 ataques cibernéticos por dia. O setor, inclusive, ficou em 7º lugar na lista dos mais visados.

Mas por que isso acontece? Existem três motivos principais para explicar essa ocorrência:

  1. Alto valor das informações: Dados médicos (histórico clínico, exames e dados financeiros) possuem alto valor no mercado ilegal para fraudes.
  2. Complexidade da infraestrutura: Sistemas como PACS, RIS e equipamentos de Tomografia Computadorizada (TC) estão todos conectados. Sem uma estratégia robusta, essa integração aumenta a superfície de ataque.
  3. Criticidade da operação: Hospitais não podem parar. Essa característica torna o setor vulnerável a ataques de ransomware, onde criminosos bloqueiam sistemas e exigem resgates para não interromper a assistência.

Modelo antigo vs nova geração de cibersegurança

Durante muitos anos, as organizações basearam a segurança digital em um modelo reativo, utilizando apenas antivírus e firewalls. O fluxo era passivo:

  • O ataque acontecia;
  • O sistema detectava o problema;
  • A equipe tentava mitigar o dano.

Contudo, quando o ataque é identificado, o prejuízo muitas vezes já é irreversível. Em ambientes hospitalares, isso significa interrupção de exames de Ressonância Magnética (RM), perda de dados ou exposição de informações sensíveis.

A nova geração de cibersegurança foca em antecipar o problema. Para isso, ela combina camadas de proteção preventiva e contínua. Um dos pilares é o conceito de Zero Trust: nenhum usuário ou dispositivo é automaticamente confiável; todo acesso precisa ser autenticado e registrado.

Além disso, o monitoramento constante permite identificar comportamentos suspeitos e bloquear ameaças antes que o ataque seja concluído. Essa proteção deve acompanhar o dado em todo o seu ciclo: transmissão, armazenamento e acesso.

Como a criptografia e a LGPD protegem sua clínica

A criptografia transforma informações em códigos legíveis apenas por quem possui a chave correta. Nesta nova era da tecnologia, ela é essencial para clínicas e hospitais.

Na telerradiologia da Telepacs, aplicamos essa tecnologia de segurança em etapas críticas:

  • Transmissão de exames entre equipamentos;
  • Envio de imagens para radiologistas remotos;
  • Armazenamento seguro em servidores monitorados.

Outras medidas garantem a segurança, como registro de acessos e edições de laudos, e transmissão de imagens e laudos via TLS/SSL.

Além disso, no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) classifica informações médicas como dados sensíveis. Isso exige que clínicas e hospitais garantam rastreabilidade total de quem acessou cada dado. Essa responsabilidade estende-se aos seus parceiros tecnológicos, que devem operar sob os mesmos protocolos rigorosos.

Segurança digital é segurança do paciente

Muitas vezes, a discussão sobre cibersegurança parece restrita à tecnologia, mas seus impactos são clínicos. Um ataque pode causar indisponibilidade de exames e atrasos em diagnósticos vitais.

Portanto, investir em cibersegurança na saúde é uma estratégia essencial para preservar a continuidade operacional e a confiança de quem você atende. Escolher parceiros que operem com criptografia e conformidade regulatória é o passo fundamental para evoluir com segurança na era da saúde digital.

Sua clínica está protegida? Na Telepacs, entregamos um ecossistema de diagnóstico que integra tecnologia de ponta e segurança rigorosa para o seu fluxo de trabalho. Entre em contato para conhecer nossas soluções de laudo a distância com telerradiologia.

Perguntas Frequentes

A área da saúde é um dos setores mais visados por ataques cibernéticos devido ao alto valor dos dados médicos no mercado ilegal, à complexidade da infraestrutura hospitalar e à impossibilidade de interromper suas operações. Informações como históricos clínicos e dados financeiros são usadas em fraudes. Além disso, a integração de diversos sistemas e equipamentos em rede aumenta a superfície de ataque, tornando a proteção digital ainda mais desafiadora.
O modelo tradicional de cibersegurança era baseado em uma abordagem reativa, respondendo apenas após a ocorrência do ataque, geralmente com antivírus e firewalls. Já a nova geração adota uma postura preventiva, focando em monitoramento constante e no conceito Zero Trust, onde nenhum acesso é considerado confiável sem autenticação. Isso permite detectar e bloquear ameaças antecipadamente, protegendo informações médicas durante transmissão, armazenamento e acesso, o que é fundamental para a continuidade dos serviços em clínicas e hospitais.
A criptografia garante que os dados médicos só possam ser lidos por quem possui as devidas permissões, protegendo informações durante transmissão, armazenamento e envio de exames para radiologistas remotos. A LGPD, por sua vez, exige rastreabilidade total de cada acesso a dados sensíveis, tornando obrigatória a implementação de controles rigorosos tanto pelas clínicas quanto pelos seus parceiros tecnológicos. Essas medidas são essenciais para manter a confidencialidade e a segurança dos pacientes na era digital.

Gustavo Pedreira

Sócio-executivo

Executivo de Health Tech, economista e doutorando em Computação focado em estratégia, finanças e dados para crescimento sustentável.