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Panorama das Clínicas e Hospitais 2026

O episódio de lançamento do estudo Panorama de Clínicas e Hospitais 2026, promovido pela Doctoralia e Feegow, analisa o atual estágio de maturidade tecnológica e os principais desafios de gestão do setor de saúde no Brasil. O debate aprofunda-se em dados essenciais para lideranças e tomadores de decisão, mapeando desde a adoção crescente da inteligência artificial e a otimização de sistemas operacionais até as estratégias de marketing digital. A relevância do tema concentra-se na necessidade de equilibrar a eficiência dos processos e a sustentabilidade financeira com o foco na jornada e na humanização do atendimento ao paciente.

Resumo do conteúdo:

A análise dos dados revelou que 33% das clínicas já adotam soluções de inteligência artificial (IA) e 40% demonstram forte interesse. A discussão apontou que a adoção da tecnologia segue uma curva de maturidade: inicia-se no uso individual pelos médicos, avança para a integração em prontuários e sistemas de radiologia (como RIS e PACS) e culmina em plataformas nativas de IA para suporte clínico. Destacou-se que a tecnologia não deve focar apenas no auxílio diagnóstico, mas também na automação do backoffice. Essa automação visa reduzir o “pijama time” — o tempo que o médico gasta fora do horário de atendimento com burocracias —, além de mitigar falhas no faturamento e glosas, otimizando o ciclo de receita.

No campo da atração e relacionamento, os dados mostraram que 87% das instituições utilizam o WhatsApp como principal canal de agendamento e 79% consideram investir em marketing, embora a maioria declare fazer “apenas o básico”. O debate enfatizou que focar exclusivamente na aquisição de novos pacientes representa competir em um “oceano vermelho”. A verdadeira oportunidade reside na fidelização e na gestão da jornada do paciente. Observou-se que o intervalo entre as consultas é um verdadeiro vácuo assistencial, exigindo o uso de estratégias contínuas de engajamento para a medicina preventiva.

Por fim, abordou-se a experiência do paciente e os desafios de aculturamento. Cerca de 70% das instituições não possuem a jornada do paciente mapeada. Além de implementar fluxos de comunicação integrados para reduzir o absenteísmo (no-show), os especialistas alertaram para a importância de considerar a exclusão digital: uma parcela significativa da população acima de 60 anos ainda não possui familiaridade com a internet, exigindo que a tecnologia e a inteligência artificial sejam utilizadas para personalizar e humanizar o atendimento, em vez de criar barreiras.

Principais citações:

“Reputação é a moeda corrente em saúde. Dinheiro é só o transacional. O que você não transaciona em saúde é reputação, credibilidade, confiança, segurança, qualidade.” – Thiago Júlio

“A gente não deve adotar IA por adotar IA. Primeira coisa, você tem que avaliar realmente onde a IA pode encaixar no seu processo da clínica.” – Gustavo Pedreira

“O espaço entre as consultas é um abismo, é o vácuo do universo. O médico não sabe se o paciente tá bem, o paciente mal sabe se o médico mudou de endereço.” – Thiago Júlio

“Competir só por novos pacientes é um oceano vermelho […] Não existe milagre. São diversas pequenas ações que você pode ir fazendo para captar perdas, para captar ralos no teu processo.” – Gustavo Pedreira

Dicas:

Literatura de gestão: Leitura do livro Se a Disney administrasse seu hospital (Fred Lee), recomendado para líderes que buscam mudar o paradigma de atendimento, focando na excelência da experiência do paciente em toda a sua jornada.

Automação para redução do “pijama time”: Avaliar a integração da IA não apenas para fins diagnósticos, mas para estruturação de laudos, transcrição de consultas e resolução de gargalos de backoffice, liberando o corpo clínico para o cuidado direto.

Comunidade Inovação em Saúde (CIS): Participação na comunidade (inovacaosaude.com) para networking contínuo, troca de experiências, acompanhamento de tendências do mercado e curadoria de informações sobre saúde digital.

Atenção aos dados da TIC domicílios: Ao desenhar fluxos de experiência digital, deve-se considerar as limitações estruturais do público brasileiro. Dados mostram que quase 40% da população acima de 60 anos possui baixo letramento digital, exigindo jornadas híbridas ou facilitadas.

Referências:

Podcast: Lançamento do Panorama de Clínicas e Hospitais 2026 (Doctoralia e Feegow)

Apresentador: Gabriel Manes

Entrevistado: Thiago Júlio (Gerente médico de inovação no Einstein Hospital Israelita)

Entrevistado: Gustavo Pedreira (Sócio-executivo na Telepacs e especialista em gestão estratégica em saúde)

TelepacsAdmin

Publicado por
TelepacsAdmin

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