Qualquer profissional ou empresa que atue no setor da saúde precisa compreender o panorama econômico-financeiro das operadoras de saúde (OPS) no Brasil. Com essas informações é possível analisar a sustentabilidade e a eficiência do sistema de saúde suplementar no país e traçar estratégias de negócio.
Recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou o “Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar” referente ao primeiro trimestre de 2024, fornecendo dados valiosos sobre o desempenho das Operadoras de Planos de Saúde (OPS).
Este relatório serve como ferramenta para profissionais e gestores de saúde que buscam entender as dinâmicas financeiras das operadoras e se adaptar às mudanças no mercado de saúde suplementar no Brasil.
O Mercado de Operadoras de Saúde no Brasil
O mercado de operadoras de saúde no Brasil é vasto e fundamental para a prestação de serviços médicos suplementares, que são aqueles contratados pelo próprio cidadão através das operadoras.
Segundo o relatório da ANS, no primeiro trimestre de 2024, as operadoras de saúde apresentaram ativos totais de R$ 258,8 bilhões e receitas de R$ 84,8 bilhões, refletindo a robustez desse setor, que desempenha um papel crucial na cobertura de milhões de brasileiros.
Destaques do Relatório da ANS
Aumento dos lucros
O relatório da ANS revelou um aumento significativo nos lucros das operadoras de saúde, que cresceram 244%, alcançando R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre de 2024, colocando esse período o de melhor desempenho econômico e financeiro desde 2019.
Esse crescimento é um sinal positivo para o setor, que mostrou resiliência em um período de desafios econômicos.
Por outro lado, a distribuição dos resultados indica uma disparidade, visto que 75% das operadoras de saúde registraram resultados positivos, enquanto 25% ainda enfrentam prejuízos.
Formas de pagamento
Desde 2019, houve uma mudança notável nas formas de pagamento utilizadas pelas operadoras. O modelo “Fee for Service” (pagamento por serviço) reduziu sua participação de 83,8% em 2019 para 65,5% em 2024.
Já os modelos de “Pacote” e “Rateio de custos de recursos próprios” (verticalização) cresceram, representando 12,8% e 14,8%, respectivamente. Essa mudança reflete uma tendência global de busca por maior eficiência na prestação de serviços e melhor controle de custos.
Sinistralidade
A sinistralidade, indicador que mede a relação entre as despesas com atendimento e a receita obtida pelas operadoras, apresentou uma queda importante. Isso mostra uma melhoria na gestão dos custos assistenciais pelas operadoras de saúde.
No primeiro trimestre de 2024, por exemplo, a sinistralidade caiu para 81,2%, o menor valor registrado desde 2021. Comparativamente, nos trimestres anteriores, a sinistralidade foi de 88,6% no terceiro trimestre de 2022 e 87,4% no quarto trimestre de 2022.
Tendências e desafios
Sustentabilidade e eficiência
O modelo de negócios das operadoras de saúde enfrenta críticas sobre sua sustentabilidade e eficiência. Assim, enquanto o aumento dos lucros e a redução da sinistralidade indicam um cenário positivo para essas empresas, existem preocupações sobre a real capacidade de manterem esses resultados a longo prazo.
De qualquer forma, fica claro que as operadoras de saúde precisam continuar inovando em modelos de pagamento e gestão para manter a sustentabilidade do setor. No entanto, precisam fazer isso assegurando a qualidade e acessibilidade dos serviços prestados.
Além disso, o uso de novas tecnologias, soluções em saúde digital, serviços de telediagnóstico e a parceria com empresas que ajudam a otimizar recursos e reduzir custos também são formas de oferecer um serviço de alta qualidade e manter a receita em ascensão.
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