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A gestão de clínicas e hospitais exige planejamento para equilibrar qualidade assistencial, eficiência operacional e controle de custos. No setor de diagnóstico por imagem, esse desafio é ainda mais evidente devido às variações no volume de exames ao longo do ano.

Férias, feriados prolongados e eventos nacionais costumam alterar a rotina dos serviços de saúde. Em alguns momentos, a demanda por exames de imagem cresce rapidamente; em outros, há redução nos atendimentos.

Em 2026, esse cenário tende a ser mais evidente, pois o calendário inclui ainda eventos como a Copa do Mundo e as eleições. Essas mudanças podem gerar picos e vales de demanda na radiologia, exigindo maior capacidade de emissão de laudos.

E como garantir agilidade e qualidade sem aumentar permanentemente os custos da operação?

Por que a demanda por exames de imagem varia tanto?

O volume de exames de imagem raramente se mantém estável ao longo do ano. Diversos fatores influenciam essa variação.

Entre os mais comuns estão:

  • férias
  • feriados prolongados
  • Campanhas conscientizadoras, como o outubro rosa
  • campanhas ocupacionais ou exames admissionais
  • Surtos de doenças, como gripe, dengue e covid
  • Outras sazonalidades;

Essas situações causam um aumento repentino na procura por exames. Contudo, em outros períodos, a demanda pode cair. Essa oscilação cria um desafio: como manter prazos de entrega consistentes mesmo quando o volume de exames aumenta inesperadamente?

O risco de aumentar a equipe para resolver picos de demanda ou falta de oferta

Uma solução aparentemente simples para períodos de maior movimento é ampliar a equipe de radiologistas ou plantonistas. No entanto, essa estratégia na prática é quase impossível. A escassez de radiologistas qualificados e a contratação repentina pode gerar um problema financeiro e operacional.

Quando uma clínica contrata profissionais extras para essas situações, ela passa a assumir custos fixos adicionais, como:

  • salários 
  • encargos trabalhistas 
  • benefícios 
  • infraestrutura operacional 

Porém, esses custos permanecem mesmo quando o volume de exames diminui. Ou seja, a instituição paga por uma capacidade que nem sempre utiliza. Durante períodos de menor movimento, parte da equipe pode ficar ociosa — o que reduz a eficiência financeira.

Custo fixo x custo variável: qual a diferença?

Para entender melhor esse desafio, é importante diferenciar dois conceitos comuns na gestão hospitalar: custo fixo e custo variável.

Custo fixo é aquele que existe independentemente da produção. Salários de plantonistas, por exemplo, precisam ser pagos mesmo quando o volume de exames é menor.

Já o custo variável está diretamente ligado à produção. Nesse modelo, a despesa ocorre apenas quando há geração de serviço.

Aplicado à radiologia, isso significa pagar apenas pelos laudos efetivamente realizados.

Como a telerradiologia ajuda a absorver picos de demanda

Com o modelo da telerradiologia, os exames são enviados digitalmente para radiologistas externos que realizam a interpretação e emitem os laudos à distância. Desta forma, a instituição conta com capacidade adicional de produção sem precisar ampliar a equipe interna.

Quando ocorrem picos de demanda na radiologia, a clínica pode direcionar parte ou a totalidade dos exames para a telerradiologia, mantendo os prazos de entrega mesmo em períodos de maior volume.

Entre os principais benefícios estão:

  • maior agilidade na emissão de laudos
  • redução da sobrecarga da equipe interna
  • capacidade de escalar o serviço rapidamente
  • manutenção da qualidade diagnóstica
  • médicos especialistas 

Estabilidade operacional em anos atípicos

Anos com muitos eventos nacionais, feriados ou mudanças na rotina da população podem gerar mais instabilidade na demanda por exames. Em 2026, por exemplo, fatores como Copa do Mundo e eleições tendem a alterar a dinâmica de diversas atividades — inclusive na área da saúde.

Instituições sem uma estrutura flexível podem enfrentar atrasos na emissão de laudos, aumento de filas de exames e sobrecarga da equipe. Por outro lado, clínicas que usam a telerradiologia conseguem se adaptar rapidamente.

Como a Telepacs ajuda a proteger a receita da sua instituição

A Telepacs atua como uma extensão da operação de radiologia das clínicas e hospitais.

Por meio de uma plataforma segura, os exames podem ser enviados para análise por um corpo clínico qualificado, garantindo agilidade na emissão dos laudos.

Esse modelo permite que a instituição:

  • absorva picos de exames sem ampliar permanentemente a equipe 
  • mantenha prazos de laudo estáveis 
  • reduza períodos de ociosidade da equipe interna 
  • transforme parte do custo fixo em custo variável 

Mais previsibilidade para o futuro da sua operação

Neste ano, serão 10 feriados nacionais, sendo que 9 caem em dias úteis e 8 serão feriados prolongados. Como a sua clínica ou hospital vai lidar com essas datas?

Ao utilizar a telerradiologia como complemento estratégico da operação, clínicas e hospitais conseguem manter eficiência, qualidade diagnóstica e previsibilidade financeira. E isso independente do cenário de alta demanda, pois a instituição está pronta para atender sempre.

Com o suporte da Telepacs, sua instituição pode manter prazos de laudos consistentes e proteger sua receita, independentemente da época do ano. Fale com nossos especialistas e saiba como implementar a telerradiologia!

Perguntas Frequentes

A demanda por exames de imagem não é estável devido a uma série de fatores sazonais, como férias, feriados prolongados, campanhas de conscientização (exemplo: outubro rosa), campanhas ocupacionais, surtos de doenças, e outros acontecimentos do calendário nacional. Essas variações fazem com que clínicas e hospitais enfrentem períodos de picos e quedas nos atendimentos, impactando diretamente o planejamento operacional.
Contratar mais radiologistas para períodos de alta demanda pode elevar significativamente os custos fixos da clínica, já que salários, encargos e infraestrutura precisam ser mantidos mesmo quando o volume de exames diminui. Assim, a equipe pode ficar ociosa em períodos de baixa procura, reduzindo a eficiência e aumentando o gasto sem real necessidade.
Custo fixo é aquele que permanece independente do volume de produção, como salários de profissionais que precisam ser pagos mensalmente. Já o custo variável está ligado à quantidade de exames realizados: só há despesa quando o serviço é executado. Na radiologia, isso significa pagar apenas pelos laudos realmente feitos, tornando a operação mais ajustável à demanda.
A telerradiologia permite que exames sejam analisados por radiologistas a distância, sem necessidade de ampliar a equipe interna. Dessa forma, em épocas de alta demanda, parte dos exames pode ser direcionada para a telerradiologia, mantendo agilidade na entrega dos laudos e a qualidade do serviço, sem aumentar permanentemente os custos da clínica ou hospital.
A Telepacs atua como uma extensão do serviço de radiologia, oferecendo uma solução flexível para absorver picos de exames sem a necessidade de contratar profissionais adicionais. Assim, clínicas e hospitais podem transformar custos fixos em variáveis, mantendo prazos de laudos estáveis e protegendo a receita ao longo do ano, mesmo em períodos de alta sazonalidade.

Gustavo Pedreira

Sócio-executivo

Executivo de Health Tech, economista e doutorando em Computação focado em estratégia, finanças e dados para crescimento sustentável.