A ressonância magnética (RM) é uma das tecnologias que mais revolucionou a medicina diagnóstica por permitir obter imagens detalhadas do corpo humano sem utilizar radiação ionizante. Assim, com suas diferenças em potência, campo e outras especificidades, os equipamentos que trabalham com ressonâncias magnéticas representam uma forma segura de explorar o corpo humano e obter diagnósticos precisos.
Dentre tantas especificações que compõem a RM, merece destaque a intensidade do campo magnético, pois é o que permite obter imagens mais rápidas e com melhor qualidade. Essa intensidade é medida na unidade Tesla de potência, sendo que a maioria dos serviços de saúde nacionais utilizam equipamentos com 1.5 ou no máximo 3.0 Tesla de potência, enquanto alguns serviços de grandes centros já utilizam as ressonâncias magnéticas de 7 Tesla.
A ressonância magnética funciona a partir do comportamento dos núcleos de hidrogênio presentes no corpo humano quando expostos a um campo magnético. Assim, quanto maior a intensidade desse campo – medida em Tesla (T) – mais íons são recrutados nos tecidos, permitindo a formação de imagens em maior detalhamento.
Para o estudo da anatomia humana, recomenda-se o uso de equipamentos com 1.5 Tesla ou mais, visto que abaixo disso a qualidade das imagens é bastante reduzida. Vale destacar, também, que um equipamento de RM pode ser de campo magnético aberto ou fechado, sendo que o aberto tem imagens com qualidade um pouco inferior, mas facilita a realização do exame em pessoas obesas ou claustrofóbicas.
Ou seja, em meio a tantas configurações e especificações das ressonâncias magnéticas é preciso considerar as necessidades do serviço de saúde e suas demandas para escolher o melhor equipamento, valorizando principalmente a intensidade do campo magnético.
A RM de 1.5 Tesla é uma das configurações mais utilizadas na prática clínica, pois forma imagens com qualidade suficiente para diagnosticar e avaliar a maioria dos casos admitidos em hospitais, que incluem avaliação abdominal, torácica, pélvica e de lesão em coluna vertebral. Porém, serviços de saúde que precisam de uma investigação neurológica mais apurada não se beneficiam tanto dessas ressonâncias magnéticas, tanto porque lesões encefálicas podem deixar de ser vistas, quanto por não ser o equipamento mais adequado para avaliar as áreas funcionais do cérebro.
Por oferecer uma intensidade de campo magnético mais alta, a RM de 3.0 Tesla resulta em melhorias significativas na qualidade das imagens em tempo inferior ao da RM 1.5 Tesla. Assim, esse tipo de equipamento é mais indicado para:
. Porém, as ressonâncias magnéticas de 3.0 Tesla não são o exame mais indicado para pacientes com dispositivos magnéticos implantados (que são bastante comuns na população mais idosa) bem como não há uma definição quanto à segurança desses equipamentos em gestantes.
A RM de 7 Tesla representa um avanço tecnológico notável, sendo considerado um equipamento de ultra-alto campo (140 mil vezes o campo magnético da Terra), o que permite a realização de estudos anatômicos muito mais detalhados. A título de comparação, a resolução da imagem gerada pela RM de 7 Tesla é 5,4 vezes superior à da 3.0 Testa.
Porém, esse tipo de equipamento ainda não é utilizado para fins clínicos no Brasil, apenas para pesquisa e estudo, o que já tem colaborado para grandes avanços diagnósticos e de educação em radiologia.
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